Véspera
E o que aconteceu em 15 de novembro?
E na véspera?
Celebraram?
Correram em direção à liberdade?
Ou penas macomunaram o golpe?
A noite da véspera
foi importante
para quem dela se beneficiou.
A ansiedade,
palpável,
fisiológica,
como só ela conseguiria ser,
dominava o ambiente.
O anseio pela liberdade de ideias.
Expressão de pensamentos livremente.
Ansiando pela proclamação
da liberdade da alma.
Amada.
Muitas vezes carente.
Mas sempre ansiosa.
E nas cores frias,
emoções quentes.
A alegria de estar vivo,
mesmo que ansiosos.
Celebramos na véspera
a vida,
a liberdade de poder estar vivo,
livremente vivos.
E na véspera
firmamos o compromisso
de sempre celebrarmos.
Na véspera.
Agora.
Sempre.
Para sempre.
Para o sempre efêmero dos mortais.
A liberdade.

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Se você chegou até aqui, muito obrigado pela companhia. Meu nome é Pedro Sucupira, sou professor, pesquisador em formação e um curioso incansável. Amo estudar, ler e, recentemente, descobri o prazer inescapável da escrita. Sou um explorador apaixonado por literatura, comportamento humano, sociedade e por tudo que toca os campos da ciência e da saúde.
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