top of page

Vidas Secas, de Graciliano Ramos: Resenha do Livro

Foto do escritor: Pedro Sucupira
Pedro Sucupira
há 2 dias
2 min de leitura

Capa do livro Vidas Secas, de Graciliano Ramos, com fundo vermelho, título em amarelo e branco e ilustração em preto de um animal em meio à vegetação seca, evocando a aridez do sertão brasileiro.

Há pouco tempo que criei coragem para me aventurar pelos clássicos da literatura brasileira. Durante muito tempo, carreguei comigo uma espécie de trauma dos livros que me eram apresentados na escola e no período de preparação para o vestibular. Na época da escola, Português foi a disciplina com a qual tive mais dificuldade e, de alguma forma, acabei desenvolvendo uma resistência à literatura brasileira.

Foi apenas depois dos trinta anos que comecei a me reconciliar com os clássicos, descobrindo os grandes autores brasileiros da antiguidade e também os contemporâneos. E tem sido uma experiência surpreendente. Depois de tantos anos estudando e lendo, percebo que hoje consigo não apenas compreender essas obras com mais facilidade, mas também apreciá-las de verdade. Leio com prazer, curiosidade e disposição para conhecer não só a obra, mas também a trajetória de quem a escreveu e o contexto em que ela nasceu.

Ler Vidas Secas, de Graciliano Ramos, foi uma surpresa. O livro se tornou uma das leituras que mais me impactaram, pela intensidade da narrativa, pela força das descrições e, sobretudo, pela tristeza que atravessa suas páginas. É uma obra que nos confronta com a miséria, a desumanização e a luta pela sobrevivência, sem precisar recorrer a grandes gestos ou a sentimentalismos.

Mas foi Baleia quem deixou em mim uma das marcas mais profundas. A história da cadela permanecerá para sempre entre as experiências mais dolorosas e impactantes que a literatura já me proporcionou. Há algo de profundamente humano na maneira como Graciliano Ramos nos faz olhar para aquele animal, revelar, mesmo nas existências mais silenciadas, uma dor que reconhecemos como nossa.

Ilustração artística de uma família sertaneja caminhando por uma paisagem árida sob um enorme sol alaranjado. Em primeiro plano, uma cadela magra repousa sobre a terra ressecada, cercada por uma árvore sem folhas, vegetação escassa e uma casa simples, evocando a seca, a miséria e a luta pela sobrevivência em Vidas Secas, de Graciliano Ramos.

************************************************************************************

Se você chegou até aqui, muito obrigado pela companhia. Meu nome é Pedro Sucupira, sou professor, pesquisador em formação e um curioso incansável. Amo estudar, ler e, recentemente, descobri o prazer inescapável da escrita. Sou um explorador apaixonado por literatura, comportamento humano, sociedade e por tudo que toca os campos da ciência e da saúde.

Se este texto te interessou, aqui no blog você encontra outros escritos meus, entre resenhas, contos, reflexões e poemas.

No Instagram, você me encontra como @pedrosucupiraa.

No Skoob, como Pedro Sucupira, onde compartilho os livros que li, estou lendo e pretendo ler.

E no Lattes, é possível acessar minha produção acadêmica, incluindo artigos científicos, capítulos e livros publicados.

Se quiser conversar, trocar ideias, críticas, sugestões ou experiências, sinta-se à vontade para me escrever: pdrohfs@gmail.com.

Comentários


Doação

Se você aprecia os textos, reflexões e histórias que compartilho aqui, considere fazer uma doação. Seu apoio ajuda a manter este espaço vivo, independente e pulsando criatividade. Obrigado por caminhar comigo.

R$

Obrigado(a) pela sua doação!

Acompanhe nosso Blog

Obrigado!

©2021 Pedro Sucupira.

bottom of page