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Noites Brancas, de Dostoiévski: vale a pena ler? Resenha da novela russa

  • Foto do escritor: Pedro Sucupira
    Pedro Sucupira
  • 24 de jul.
  • 2 min de leitura

Capa do livro Noites Brancas, de Fiódor Dostoiévski, em edição de capa dura branca com detalhes ornamentais dourados em estilo clássico e tipografia elegante.

Noites Brancas, de Fiódor Dostoiévski, acompanha um jovem solitário que, durante quatro noites em São Petersburgo, conhece Nastienka, uma jovem que espera o retorno do homem por quem é apaixonada. À medida que os dois conversam e compartilham suas histórias, o narrador se apaixona por ela e passa a acreditar que seu sentimento pode ser correspondido. A novela aborda temas como solidão, amor, esperança, desilusão e a tensão entre os sonhos e a realidade.

O protagonista, que também narra a história, é conhecido apenas como o Sonhador. A ausência de um nome próprio reforça o caráter universal da personagem, cuja vida é marcada pelo isolamento, pela introspecção e pela tendência a idealizar as relações e o mundo ao seu redor.

Com apenas 79 páginas, trata-se de uma leitura rápida, embora o ritmo se torne mais lento em alguns momentos devido aos longos monólogos do protagonista. Gostei da escrita de Dostoiévski, que é simples, fluida e acessível. O aspecto que menos me agradou foi justamente a construção do Narrador-Sonhador. Em diversos trechos, sua postura excessivamente melancólica, sua constante lamentação e sua tendência à idealização acabaram tornando a leitura cansativa para mim. Trata-se, evidentemente, de uma preferência pessoal, e não de um problema da obra.

Ainda assim, Noites Brancas continua sendo uma excelente porta de entrada para quem deseja conhecer Dostoiévski. Curta, acessível e centrada em temas recorrentes da obra do autor, a novela oferece uma boa introdução ao universo literário de um dos maiores escritores da literatura russa.

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Se você chegou até aqui, muito obrigado pela companhia. Meu nome é Pedro Sucupira, sou professor, pesquisador em formação e um curioso incansável. Amo estudar, ler e, recentemente, descobri o prazer inescapável da escrita. Sou um explorador apaixonado por literatura, comportamento humano, sociedade e por tudo que toca os campos da ciência e da saúde.

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